Quinta-Feira, 24 de Março de 2011 - 12h11
“Dá medo, sim!”, admite Karla Rosa da Silva, atleta de 26 anos, falando de sua especialidade, o salto com vara, a mesma de Fabiana Murer, campeã mundial em pista coberta. Além da condição física e da técnica, é preciso coragem para passar o sarrafo a quse cinco metros de altura... Se a principal atleta brasileira da modalidade está focada no Mundial de Daegu, Coreia do Sul (de 27 de agosto a 4 de setembro), Karla está empenhada no trabalho para competir bem nos Jogos Pan-Americanos de Guadalajara, de 13 a 30 de outubro.
A saltadora já tem índice para o Pan (4,35 m, que fez na pista da Vila São José, em São Caetano, no fim de fevereiro) e o índice B para o Mundial – se conseguir ser campeã no Sul-Americano de Buenos Aires, de 2 a 5 de junho, tem passagem garantida.
Karla, como Fabiana e a própria russa Yelena Isinbayeva (recordista mundial com 5,06 m), também foi da ginástica artística, que começou a praticar com 6 anos de idade. Competindo pela Academia Yashi, em São Paulo, já estava “muito alta” para o esporte (tem agora 1,68 m e 60 kg) e também sofrendo muito com lesões. Não queria parar de vez com o esporte e foi procurar o atletismo.
- Estava na pista do Ibirapuera, com a [técnica de saltos] Tânia Moura. O Elson Miranda [técnico do salto com vara] já me conhecia da Yashi e me procurou. Eu pensei: “Nunca vou fazer isso na vida!”. Mas tudo é treino, não é? Comecei a gostar do salto com vara e muito. É um universo completamente diferente da ginástica. No salto com vara, é só você. Na ginástica, você tem uma equipe.
Já são dez anos na modalidade e Karla diz que evoluiu rápido em suas marcas. Foi a Sul-Americano e depois Mundial Juvenil na Jamaica-2002. Agora vai ao Pan e pensa também em vaga na delegação brasileira para o Mundial de Daegu, com o índice B mais o título de campeã sul-americana (o índice A é de 4,52 m).
- Acredito que seja possível, sim. Nos treinos estou fazendo 4,45 m/4,50 m.
Karla acredita que agora, com o técnico Vitaly Petrov mais próximo dos brasileiros do salto com vara, possa melhorar mais.
O ucraniano está aqui nesta semana e passa a trabalhar com mais atletas, além de Fabiana Murer (a melhor brasileira, com 4,85 m), Fábio Gomes da Silva e Thiago Braz, e também por mais tempo porque já não estará se dedicando totalmente a Isinbayeva, com quem rompeu parceria.
- Ele viu meu salto e gostou. Falou de alguns detalhes de entrada – foi o que mais corrigiu – e também melhorou a corrida. Ele vem com percepções diferentes, é interessante.
A Rede Record transmitirá os Jogos Olímpicos de Londres-2012 com exclusividade na TV aberta brasileira, e também pela internet. A emissora também detém os direitos de transmissão dos Jogos Pan-Americanos de Guadalajara-2011 e Toronto-2015, e da Olimpíada do Rio de Janeiro-2016.
Denise Mirás, do R7